Voltando
a nossa amiga Bovary...
Então,
o escritor francês, Gustave Flaubert, publicou esse romance em 1857, o que gerou
toda uma comoção naquele tempo (imaginem) e levou o autor a um julgamento por
ofender a moral e a religião, do qual ele foi absolvido. Madame Bovary foi seu
trabalho mais importante e considerada a primeira obra da literatura realista.
O
romance faz uma crítica aos valores burgueses da época narrando a história de
Emma, uma mulher criada no campo, muito bonita e requintada para os padrões
provincianos, que mesmo casando-se com o apaixonado médico Charles Bovary,
nunca parece estar satisfeita com sua vida, buscando no adultério, a liberdade
e a felicidade que nem seu marido e nem o nascimento de sua filha conseguiram
satisfazer...
Gostei
de duas coisas nessa obra:
-
Uma, claro, a história em si e sua relação com a Psicanálise de Lacan que
aprendi na faculdade. É claro que depois de anos, o livro acabou fazendo muito
mais sentido que o filme. Aliás, acho que li esse livro justamente por
conta de seu significado psicanalítico e acabei gostando da história independente disso.
-
Duas: mesmo sendo um livro de 1857, o autor continua fazendo-se entender até os
dias de hoje, assim como o conteúdo de sua obra, o que mais uma vez vem provar (como se isso precisasse de provas)
o caráter atemporal da literatura.
Leiam,
conheçam a história, façam suas próprias análises e divirtam-se... Acho tão bom
quando um romance é capaz de abrir um leque de significados e observações... Vamos
trocar idéias... Venham aqui comentar, quero saber a opinião de vocês sobre o livro (ou filme) e sobre a Psicanálise... Sejam sempre bem-vindos!!! Um
ótimo fim de semana a todos!!!!
O escritor Flaubert
Imagem de Emma Bovary no filme que assisti



