Na manhã do dia em que terminei de ler esse livro (sexta passada), estava na praia com minha amiga Marília (blogueira também) e ela me perguntou:
- Qual o melhor livro que já lesse até hoje???
Na hora respondi:
- O mais triste, e que ficou na minha cabeça, foi A Menina que Roubava Livros (no que ela falou: isso eu já sei, hehe), mas gostei do Sári Vermelho, com a história da Sônia Gandhi... Gostei de O Tempo Entre Costuras - esse tu tens que ler Marília... Sei lá, li vários livros que gostei, cada um a seu modo...
De tarde, depois de terminar Kafka e a Boneca Viajante – escrito por Jordi Sierra i Fabra - poderia dizer a minha amiga e a todos vocês: se não foi o melhor livro que já li, mesmo ele sendo pequenininho, com certeza está entre os melhores...
A delicadeza, a simplicidade e a leveza da história são bem tocantes e nos trazem um sentimento de esperança, uma emoção meio indefinida, um misto de nostalgia e alegria... Os diálogos entre Kafka e Elsi são lindos e contrastam com a burocracia e a impessoalidade que este grande escritor falou em suas obras!!! E, apesar de Kafka e a Boneca Viajante ser classificada como uma obra infanto-juvenil, acredito que sua leitura não tem idade, pelo contrário... Todos os que são jovens ou adultos, filhos, pais, avós, enfim, todos deveriam ler e se deixarem levar por essa história maravilhosa, permitindo que ela desperte ainda mais sensibilidade em cada coração... Afinal, nosso mundo está precisando de mais sensibilidade e esperança né???
Sinopse: Um ano antes de sua morte, Franz Kafka viveu uma experiência singular. Passeando pelo parque de Steglitz, em Berlim, encontrou uma menina chorando porque havia perdido sua boneca. Para acalmar a garotinha, inventou uma história: a boneca não estava perdida, mas viajara, e ele, um “carteiro de bonecas”, tinha uma carta em seu poder que lhe entregaria no dia seguinte. Naquela noite, ele escreveu a primeira de muitas cartas que, durante três semanas, entregou pontualmente à menina, narrando as peripécias da boneca vividas em todos os cantos do mundo.
Inspirado por essa história pouco conhecida de Kafka, contada por Dora Dymant, companheira do escritor na época, Jordi Sierra i Fabra recria as cartas nunca encontradas e que constituem um dos mistérios mais belos da narrativa do século XX.




