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25 de jan. de 2012

Kafka e a Boneca Viajante



Na manhã do dia em que terminei de ler esse livro (sexta passada), estava na praia com minha amiga Marília (blogueira também) e ela me perguntou:

- Qual o melhor livro que já lesse até hoje???
Na hora respondi:
- O mais triste, e que ficou na minha cabeça, foi A Menina que Roubava Livros (no que ela falou: isso eu já sei, hehe), mas gostei do Sári Vermelho, com a história da Sônia Gandhi... Gostei de O Tempo Entre Costuras - esse tu tens que ler Marília... Sei lá, li vários livros que gostei, cada um a seu modo...

De tarde, depois de terminar Kafka e a Boneca Viajante – escrito por Jordi Sierra i Fabra - poderia dizer a minha amiga e a todos vocês: se não foi o melhor livro que já li, mesmo ele sendo pequenininho, com certeza está entre os melhores...

A delicadeza, a simplicidade e a leveza da história são bem tocantes e nos trazem um sentimento de esperança, uma emoção meio indefinida, um misto de nostalgia e alegria... Os diálogos entre Kafka e Elsi são lindos e contrastam com a burocracia e a impessoalidade que este grande escritor falou em suas obras!!! E, apesar de Kafka e a Boneca Viajante ser classificada como uma obra infanto-juvenil, acredito que sua leitura não tem idade, pelo contrário... Todos os que são jovens ou adultos, filhos, pais, avós, enfim, todos deveriam ler e se deixarem levar por essa história maravilhosa, permitindo que ela desperte ainda mais sensibilidade em cada coração... Afinal, nosso mundo está precisando de mais sensibilidade e esperança né???

Sinopse: Um ano antes de sua morte, Franz Kafka viveu uma experiência singular. Passeando pelo parque de Steglitz, em Berlim, encontrou uma menina chorando porque havia perdido sua boneca. Para acalmar a garotinha, inventou uma história: a boneca não estava perdida, mas viajara, e ele, um “carteiro de bonecas”, tinha uma carta em seu poder que lhe entregaria no dia seguinte. Naquela noite, ele escreveu a primeira de muitas cartas que, durante três semanas, entregou pontualmente à menina, narrando as peripécias da boneca vividas em todos os cantos do mundo.
Inspirado por essa história pouco conhecida de Kafka, contada por Dora Dymant, companheira do escritor na época, Jordi Sierra i Fabra recria as cartas nunca encontradas e que constituem um dos mistérios mais belos da narrativa do século XX.

23 de dez. de 2011

Mini Becky Bloom - tal mãe, tal filha

Gente, terminei de ler este livro já faz mais de uma semana... Fiquei tão ansiosa para falar sobre ele que esse texto que vocês lêem agora está escrito há alguns bons dias... Isso porque eu queria dar conta de reproduzir fielmente meu sentimento e minha percepção quanto a este último romance da Becky... Aliás, tomara que não seja o último!!!

Becky Bloom é doidinha sim, atrapalhada e vive metida em apuros, mas não podemos esquecer seu outro lado, nem tirar nenhum de seus méritos – sua sensibilidade, seu enorme coração, seu jeito meigo e engraçado, seu enorme bom gosto, suas idéias criativas (e mirabolantes), sua tentativa de sempre ajudar (embora às vezes isso dê errado)... A Sra. Brandon (como é chamada depois do casamento com Luke) é uma boa pessoa, boa amiga, boa filha, boa mãe, boa esposa... Eu, sinceramente, queria tê-la como amiga...

Nessa narrativa, ela e a filhinha Minnie (uma fofinha!!!), conseguem nos cativar e provocar boas risadas desde as primeiras linhas... E outra coisa que percebi: a relação entre a Becky e o Luke está mais madura, mais real, mais leve... Há mais companheirismo... Pelo menos foi o que senti...
Enfim minha gente, a autora, Sophie Kinsella, tem todo um tato e inspiração para contar histórias!!!

Leiam meu povo... Leiam todos eles, devagar, com calma – talvez durante o verão (boa idéia hein???) – e entrem para o maravilhoso mundo da leitura e das confusões da simpática Becky Brandon – ex-Bloonwood – e sua family!!!

Então é isso, adios muchachos, buenos dias e até o próximo texto... Quero falar com vocês antes do Natal viu??? Isso quer dizer amanhã????? Aiii, se não der tempo então nos falamos antes do Ano Novo tá??? Ho Ho Ho...



Trecho do Livro:

“- Mamãe! – Uma voz aguda e inconfundível entra na minha cabeça e eu esqueço Luke.
- Minnie! – Me viro e, por um segundo desesperador, não a vejo.
- Era a Minnie? – Luke também está alerta. – Onde ela está?
- Ela estava com a minha mãe... Droga. – Pego Luke pelo braço e aponto, horrorizada para o palco.
Minnie está sentada em cima de uma das renas do Papai Noel, segurando as orelhas do bicho. Como é que ela subiu ali?
- Com licença... – Abro caminho entre pais e crianças. – Minnie, desça já daí!
- Cavalinho! – Minnie chuta a rena, toda feliz, amassando o papel machê.
- Alguém tira essa criança daqui, por favor? – uma elfa pede, no microfone. – Os pais desta criança podem vir aqui, por favor?
- Eu só a soltei por um minuto! – minha mãe diz, se defendendo enquanto Luke e eu nos aproximamos dela. – Ela simplesmente saiu correndo!
- Muito bem, Minnie – diz Luke, de maneira firme, subindo no palco. – A festa acabou.
- Escorrega! – ela subiu no trenó. – Meu escorrega!
- Não é um escorrega e está na hora de descer. – Ele pega Minnie pela cintura e a puxa, mas ela cruza as pernas no assento e se segura no trenó com uma força absurda.
- Podem tirá-la daqui, por favor? – diz a elfa, sendo quase mal-educada.
Seguro Minnie pelos braços.
- Muito bem – sussurro para Luke. – Você pega as pernas. Vamos arrancá-la daqui. Vou contar até três. Um, dois, três...
Ah, não. Ah... Droga
Não sei o que aconteceu. Não sei o que fizemos, mas a porcaria do trenó está desmoronando. Todos os presentes estão caindo do trenó sobre a falsa neve. Num piscar de olhos, um mar de crianças corre para a frente do palco e começa a pegar os presentes, enquanto os pais gritam, dizendo para voltarem imediatamente ou não terão Natal nenhum.
É um caos...”

18 de nov. de 2011

A Menina Que Não Sabia Ler

Olá minha gente!!!
Bom, quando ouvi falar desse livro a primeira vez, fiquei super curiosa e interessada em sua história... E, no início de minha leitura, achei que ele se pareceria em muito com A Menina que Roubava Livros... Imaginei uma história sobre crianças, amizade, perda e tristeza... Mas não, apesar do início dar a entender isso e apesar dos títulos serem bem parecidos (ambos são sobre menina e livro), A Menina que Não Sabia Ler, de John Harding, tem uma narrativa que beira mais ao suspense e a fantasia, somados a um certo toque de melancolia e solidão... Não uma melancolia e solidão que nos fazem repelir a obra, não mesmo, pelo contrário, esses sentimentos acabam por nos fazer cativar os personagens (duas crianças) e prestar ainda mais atenção na leitura e em seu desfecho...
Aliás, achei esse desfecho um pouco inesperado e senti que o autor poderia ter explorado mais da história... Mas, acredito também que, algumas histórias, acabam por despertar em nós, a necessidade de sua continuação né??? E isso é bom...
Então, posso dizer que, mesmo esse livro tendo ficado um pouquinho aquém de minhas expectativas, sua narrativa por si só já merece nossa atenção e faz a leitura valer a pena, independente de seu final inesperado... Leiam e me falem ou, quem já leu, deixe seu comentário aqui no blog, please!!!
Um excelente final de semana meu povo!!!!


Sinopse: Em uma distante e escura mansão, onde nada é o que parece, a pequena Florence é negligenciada por seu tutor e tio. Guardada como um brinquedo, a menina passa seus dias perambulando pelos corredores e inventando histórias que conta a si mesma, em uma rotina tediosa e desinteressante. Até que um dia Florence encontra a biblioteca proibida da mansão. Mas existem mistérios naquela casa que jamais deveriam ser revelados. Quem eram seus pais? Por que Florence sonha sempre com uma misteriosa mulher ameaçando Giles, seu irmão caçula? O que esconde a Srta. Taylor? E por que o tio a proibiu de ler? Florence precisa reunir todas as pistas possíveis e encontrar respostas que ajudem a defender o irmão e preservar sua paixão secreta pelos livros – únicos companheiros e confidentes – antes que alguém descubra quem ousou abrir as portas do mundo literário. Ou será que tudo isso não seria somente delírios de uma jovem com muita imaginação?

13 de out. de 2011

O Menino do Pijama Listrado

Olha minha gente, O Menino do Pijama Listrado é simplesmente maravilhoso e, embora eu já tenha visto o filme, acho que o livro é ainda mais intenso e torna nossa relação com os personagens muito mais próxima. A maneira como o autor, John Boyne, criou uma narrativa compassada e fluente, a maneira como ele consegue se comunicar com o leitor em cada linha é incrível...
Quando terminei o livro ontem, chorei que me acabei... Não tanto pelo final da história, mas pelo fato da obra ter me tocado profundamente em cada detalhe que ela descreve sobre as duas crianças, Bruno e Shmuel... A delicadeza no jeito puro e singelo com que eles conseguem se comunicar e enxergar o mundo é encantadora... A riqueza dos pensamentos e das conversas nos faz pensar que as crianças têm muito mais a nos ensinar do que a gente imagina...
Amei a frase da orelha do livro que acho que tem como objetivo dar uma idéia geral da obra: “E cedo ou tarde (o leitor) chegará com Bruno a uma cerca. Cercas como essa existem no mundo todo. Esperamos que você nunca se depare com uma delas...”
Essa frase serve para fazer-nos pensar em todas as cercas que separam e oprimem as pessoas, todas as cercas que nos distanciam de algo ou alguém sobre o qual jamais devemos deixar de lançar um olhar sensível e questionador, as cercas das diferenças, das injustiças, das desigualdades...
A orelha do livro não dá uma dica da história para não prejudicar a leitura, mas posso dizer a vocês que nesse livro o autor conseguiu abordar de uma forma muito especial uma história que envolve dois meninos, uma cerca, um pijama listrado e uma linda amizade...
John Boyne também é autor de O Garoto no Convés e Palácio de Inverno, quero ler e conhecer os dois.

16 de set. de 2011

Questões do Coração

Finalmente acabei de ler este livro, Questões do Coração... Como eu já havia comentado aqui na segunda-feira, estava completamente absorta na leitura dele. Não via a hora de terminar a história, apesar de que quando vou chegando no final de uma boa obra, dá aquele apertozinho, aquela vontade de prolongar minha relação com os personagens, que nessa hora já estão bem próximos de mim... E é essa proximidade que eu acho uma das coisas mais encantadoras da literatura...
Questões do Coração se mostrou além das minhas expectativas... Quando li a sinopse me senti mais entusiasmada com as críticas positivas à autora do que com a história em si, que de início achei que podia ser mais triste do que realmente é...
Não é um livro triste, é cativante, inteligente, sincero... Mas não posso deixar de dizer que seus personagens passam por momentos bem difíceis e precisam aprender a lidar e crescer com os sofrimentos... Nem tudo é como cada um sonhou... Mas este romance nos mostra que, independente dos sonhos, o importante é o amor, a cumplicidade, o companheirismo, a lealdade...
Acho que no fim, grande parte das pessoas espera uma vida perfeita, quando o fato de estarmos aqui, vivos, de pé, respirando, já é uma perfeição. Mas talvez a vida não seja perfeita do jeito que as pessoas imaginam ou fantasiam a perfeição... O que torna tudo mais leve e colorido na vida é quando decidimos encarar as coisas de forma mais tranqüila e positiva, enxergando a metade cheia do copo, os momentos abençoados do dia, a luz dentro de cada pessoa... Acho que essa é a receita, mas que só aprendemos devagar, um dia de cada vez, tentando melhorar a cada amanhecer... Como diz um texto que publiquei aqui, minimamente feliz, a felicidade em doses homeopáticas e diárias é o grande barato da vida... Ser feliz agora, nas coisas simples, tentando sempre descomplicar...
Agora deixem eu parar de filosofar e escrever a sinopse de uma vez, hehe... É tão bom quando um livro nos faz pensar além de cada palavra, por isso que eu amo ler...

Sinopse: “Tessa Russo é mãe de dois filhos e esposa de um renomado cirurgião pediátrico. Apesar de todos os seus receios, ela recentemente abandonou a carreira para se concentrar em sua família, na busca pela felicidade doméstica. Por fora, parece destinada a viver uma vida encantada.
Valerie Anderson é uma advogada e mãe solteira de um garotinho de seis anos, Charlie, que nunca conheceu seu pai. Depois de muitas decepções, desistiu do amor e até mesmo das amizades, acreditando que é sempre mais seguro não criar muitas expectativas.
Embora as duas vivam na mesma área de Boston, elas têm pouco em comum, com exceção do amor incondicional por seus filhos. Em uma noite, um trágico acidente faz suas vidas cruzarem-se de maneira inimaginável.”

Gente, um último pontito: sinto-me obrigada a dizer que não há mortes no livro, como até eu imaginei antes de ler. Estou falando isso não para ser estraga-prazeres, mas é que existem pessoas, como eu, que ficam meio desanimadas de ler histórias sobre mortes, ainda mais de pessoas próximas... E acho que a sinopse e outras indicações da capa dão um pouco essa impressão...


BOM FIM DE SEMANA MEU POVO!!! Descansem e leiam...

18 de jul. de 2011

Livros Marcantes

Ontem, numa conversa com minha amiga Bel (outra também fanática por livros. Pra você ter uma idéia ela também converte presentes em livros), falamos sobre aquele sentimento profundo, e às vezes até angustiante, que alguns livros despertam na gente. Algumas histórias terminam no papel mas continuam em nosso pensamento e até em nosso coração. Um exemplo que sempre me vem a mente é o livro A Menina que Roubava Livros. Terminei de ler este livro numa madrugada de verão, devia ser uma 02 horas da manhã, e depois, durante quase 40 minutos, chorei, mas chorei meeesmo, como criança. Até hoje, penso com carinho na Liesel (personagem principal para quem ainda não leu), penso na delicadeza e ao mesmo tempo na intensidade do livro e também não posso deixar de pensar no horror do nazismo na vida de tantas famílias. Mas acho que o que sinto é uma tristeza boa (como se houvessem tristezas boas)... Não não não, é diferente, é uma melancolia, como se em algum lugar Liesel e essa história continuassem existindo... 


A Menina que Roubava Livros foi escrita por Markus Zusak. Markus Zusak mora na Austrália e já recebeu diversas críticas positivas e prêmios. Ele dizia pretender escrever algo muito diferente, algo que já estava na sua cabeça e não encontrava o momento certo. Juntando a história de sua cabeça (um ladrão de livros) com as histórias que seus pais tinham visto na Alemanha nazista e na Áustria, ele nos presenteou com esta obra-prima.