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17 de out. de 2012

Meme Literário



Dia 17:
Na sua opinião, qual o propósito da literatura???
Entreter? Educar? Ampliar horizontes? Fale um pouco sobre isso...

Na minha opinião, a literatura tem o propósito de tudo isso - entreter, educar, ampliar horizontes - e muito mais... Quem lê viaja, conhece novos mundos, aprende a ver as coisas de diferentes pontos de vista... A literatura nos ensina a escrever melhor, enriquece nosso vocabulário, estimula nossa imaginação... Ela é arte, é cultura, conhecimento e por que não alegria?
Para essa pessoa que vos fala, por exemplo, ler é como um momento mágico, onde podemos ultrapassar as páginas de um livro para viver entre seus personagens e suas histórias... BOA QUARTA-FEIRA PESSOAL!!!

OBS: Estou tentando deixar as postagens prontas com antecedência, quando sobra qualquer tempinho (geralmente faço muuuitas na quinta-feira)... Muito obrigada por todos os comentários carinhosos que vocês têm deixado... Desculpem a demora em responder aos recadinhos... Às vezes fico 3 ou 4 dias sem entrar na internet, mas prometo que vou respondendo aos poucos em cada blog ok??? Beijão para Cris, Lora, Cláudia, Fernanda, Eliete e para todos os meus fiéis leitores, hehe... Até mais minha gente!!!

10 de ago. de 2012

Hemingway e O Sol Também se Levanta


Gente, sei que já falei mais de uma vez sobre Casados com Paris, aliás, sei que falei sobre ele um bom número de vezes: relacionei-o com outro livro, com um filme e até usei-o como prêmio para o sorteio de comemoração do aniversário do blog... Sinceramente, sei de tudo isso e me desculpem por toda essa repetição, mas é que Casados com Paris foi um romance que acabou me levando ainda mais a fundo à famosa década de 20 e a uma Paris muito culta e literária...



Foi através de Casados com Paris que descobri a obra Paris é uma Festa, do Hemingway, conforme postei aqui... Foi graças a ele também que pude ver de forma mais analítica o filme Meia Noite em Paris, do Woody Allen... E agora, mais uma vez, durante a leitura do trabalho maravilhoso da Paula McLain, fui levada a viajar no tempo e a retornar ao primeiro best seller do Hemingway... Digo retornar porque já li esse best seller do autor, chamado O Sol Também se Levanta... Aliás, li esse livro numa época em que comecei a me cobrar a leitura dos clássicos da literatura... O exemplar que li, para vocês terem uma idéia, foi um daqueles de coleção, com capa dura vermelha e páginas bem amarelinhas, querem coisa melhor??? Aí é que a gente sente como se voltasse no tempo meeeesmo, hehe...



Pois é, então vim aqui para falar sobre mais essa agradável surpresa que tive ao ler Casados com Paris... Numa das passagens do livro, onde a autora falava da dedicação do jovem Hemingway ao seu primeiro e verdadeiro romance, foi que me dei conta de que a história que ele estava escrevendo era justamente essa que já li, ou seja, o primeiro romance famoso dele: O Sol Também se Levanta... Na hora, essa constatação foi quase como um insight - quando a gente se dá conta total de algo que está acontecendo ali na nossa cara, ao nosso redor - chega a dar uma sensação de euforia, sério mesmo, hehe...

Minha gente, quando me dei conta de que na internet existiam fotos que mostravam momentos que li em Casados com Paris e quando me toquei de que o livro falava também de um romance do Ernest que já li, foi que mais uma vez entendi o quanto a literatura pode ser mágica e envolvente, o quanto ela é capaz de nos levar para épocas que vão muito além de nossos sonhos e de nossas vidas... E é justamente nesses momentos que me dou conta da importância da leitura e do quanto quero que as pessoas compreendam essa sensação maravilhosa que sinto diante de um livro... E é por tudo isso que amo esse espaço, amo esse blog... Registrar as histórias aqui é uma maneira de registrar minha visão e meus sentimentos em relação a elas... E é essa inspiração que desejo a todos vocês nesse fim de semana... Muita luz e muito amor!!! Boas leituras!!!

Preciso ler este livro de novo para, quem sabe, compreendê-lo ainda melhor...

Sinopse: O Sol Também se Levanta, vigoroso romance de Ernest Hemingway, retrata, em estilo direto e despojado, os conflitos e frustração dos norte-americanos e ingleses que vivem em Paris após a Primeira Guerra Mundial. Para O Sol Também se Levanta, Hemingway criou tipos humanos complexos, representando assim uma geração contaminada pela ironia e pelo vazio diante da vida, com seus valores morais destruídos pela guerra e irremediavelmente perdidos. Temas como a solidão e a morte, os preferidos do escritor, são explorados de forma brilhante.



8 de ago. de 2012

Paris é uma Festa

Olááá meu povo...
Um início de semana iluminado e inspirador pra todos vocês!!!
Então, enquanto lia Casados com Paris, passei na frente de uma livraria e vi na vitrine o livro PARIS É UMA FESTA, do Ernest Hemingway... Já tinha ouvido falar sobre esse trabalho dele, ou melhor, li algo sobre ele na própria sinopse da autora Paula McLain em Casados com Paris... Segundo ela, “a vida boêmia e nada convencional” da década de 20 na capital francesa foi eternizada por Hemingway nesta sua obra... Ler Paris é uma Festa então, deve ser como continuar - ou melhor contextualizar - o romance da própria Paula... Além, claro, de também nos permitir prosseguir numa viagem maravilhosa, culta e literária à Cidade Luz... Ai, ai, já me deu aqueeeeela vontade de adquirir mais esse livro... Depois leiam a sinopse e vejam se não tenho razão, hehe...
Ahhh, só lembrando que Casados com Paris retrata essa mesma década de 20, só que sob o olhar de Hadley Richardson, esposa de Hemingway na época... Paris é uma Festa é a chance de visualizarmos agora as histórias por trás das lentes do próprio escritor, permitindo-nos também conhecê-lo ainda mais...

Hemingway, Richardson e o filho do casal John Hadley Nicanor Hemingway (acho que o livro Casados com Paris fala sobre essa viagem deles)

O Jovem Hemingway



Sinopse: Esta obra procura revelar um Hemingway diferente. Em Paris, aos 22 anos, ele lê, pela primeira vez, clássicos como Tolstói, Dostoiewski e Sthendal. Convive com Gertrude Stein, James Joyce, Edzra Pound, F. Scott Fitzgerald, figuras polêmicas e encantadoras para o jovem Hemingway. A cidade e esses “companheiros de viagem” deram-lhe nova dimensão do humano e maior sensibilidade para alcançar seus dois objetivos primordiais na vida – ser um bom escritor e viver em absoluta fidelidade consigo próprio.




3 de jul. de 2012

Paris I: Meia Noite em Paris


Olááá pessoal!!! Um início de semana maravilhoso e iluminado pra todos vocês...

Então, quando decidi assistir ao filme Meia Noite em Paris não sabia muita coisa sobre ele, apenas que se tratava de uma obra do Woody Allen – de quem eu simplesmente adoro quase todos os trabalhos – e que mostrava algo relacionado a uma viagem ao passado...

Finalmente tive o prazer de assistir a esse filme na semana passada... Comecei num dia e acabei terminando em outro (ou outro??? acho que vi em três partes, hehe), mas isso me permitiu saborear ainda mais a história, acompanhando-a com toda a atenção e concentração que ela merecia...

Gente, Meia Noite em Paris é simplesmente MARAVILHOSO (como maravilhosa deve ser Paris à meia noite, “ao vivo” e “a cores”)... Mas uma mistura de Woody Allen, Paris e Literatura só poderia resultar em algo extremamente interessante e inteligente mesmo...
As imagens da capital francesa são lindas, mostrando uma Paris cheia de luz (claro, por isso é considerada a Cidade Luz né Aliny???), leveza, beleza e movimento... Pra quem já foi (eu infelizmente ainda não) deve ser melhor ainda acompanhar essas imagens captadas de lugares conhecidos e admirados não???

Duas outras coisas que gostei no filme:
- A atuação do Owen Wilson como “alter –ego” do Woody Allen, que foi muito bem feita... Sim, porque imaginei que o papel do Owen no filme seria o mesmo que o Woody Allen teria feito se, nesse trabalho, ele não tivesse optado por ficar só na direção... Gosto do jeito fatalista e até psicanalítico do Woody Allen, ele consegue falar dos problemas existenciais de forma cômica, tornando toda a problemática existencial mais leve e acessível (estou viajando muito??? hehe)...
- Outra coisa que eu amei e que foi inesperada foi a relação dessa “viagem ao passado” que o protagonista faz – mais precisamente a uma Paris dos anos 20 – com os mestres da literatura do pós guerra (nesse caso, a primeira guerra), ou melhor, com os mestres da literatura e ponto, já que eles continuam sendo mestres até hoje – leia-se Hemingway, Fitzgerald, entre outros artistas e representantes das diversas formas de arte, não menos importantes e ilustres, como Picasso e Dalí...

Assistam minha gente, porque - especialmente para os admiradores do trabalho de Woody Allen, da literatura, de Paris ou mesmo para quem gosta de um bom filme – Meia Noite em Paris é um prato cheio - cheio de entretenimento, cultura e diversão...



Adorei o cartaz em inglês - o cenário parece um quadro

15 de jun. de 2012

Madame Bovary - parte II


Voltando a nossa amiga Bovary...
Então, o escritor francês, Gustave Flaubert, publicou esse romance em 1857, o que gerou toda uma comoção naquele tempo (imaginem) e levou o autor a um julgamento por ofender a moral e a religião, do qual ele foi absolvido. Madame Bovary foi seu trabalho mais importante e considerada a primeira obra da literatura realista.

O romance faz uma crítica aos valores burgueses da época narrando a história de Emma, uma mulher criada no campo, muito bonita e requintada para os padrões provincianos, que mesmo casando-se com o apaixonado médico Charles Bovary, nunca parece estar satisfeita com sua vida, buscando no adultério, a liberdade e a felicidade que nem seu marido e nem o nascimento de sua filha conseguiram satisfazer...

Gostei de duas coisas nessa obra:
- Uma, claro, a história em si e sua relação com a Psicanálise de Lacan que aprendi na faculdade. É claro que depois de anos, o livro acabou fazendo muito mais sentido que o filme. Aliás, acho que li esse livro justamente por conta de seu significado psicanalítico e acabei gostando da história independente disso.
- Duas: mesmo sendo um livro de 1857, o autor continua fazendo-se entender até os dias de hoje, assim como o conteúdo de sua obra, o que mais uma vez vem provar (como se isso precisasse de provas) o caráter atemporal da literatura.

Leiam, conheçam a história, façam suas próprias análises e divirtam-se... Acho tão bom quando um romance é capaz de abrir um leque de significados e observações... Vamos trocar idéias... Venham aqui comentar, quero saber a opinião de vocês sobre o livro (ou filme) e sobre a Psicanálise... Sejam sempre bem-vindos!!! Um ótimo fim de semana a todos!!!! 


O escritor Flaubert

Imagem de Emma Bovary no filme que assisti