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6 de fev. de 2014

Zafón...


Senhor Zafón!!!

Sei que o nome Carlos Ruiz Zafón fala por si só... Para quem é fã do seu trabalho, basta saber de um novo livro dele para já sair à procura... Comigo pelo menos tem sido assim desde que li A Sombra do Vento - amor à primeira leitura!!!

E, não poderia ter sido diferente com seus últimos romances publicados - porém, escritos na época em que ele ainda não era tão conhecido e reeditados recentemente: O Príncipe da Névoa, O Palácio da Meia Noite e As Luzes de Setembro... Todos são muitos bons e cada um tem uma carta de apresentação do escritor logo no começo... Com a carta nos sentimos ainda mais próximos e conectados com as histórias... Não há necessariamente uma ordem para ler as três narrativas, todas contêm o mistério e o encanto tão peculiares de seu criador... Mas, gostaria de ressaltar que, dentre as três, o final de As Luzes de Setembro foi o que mais gostei e que até me surpreendeu...

Para quem gosta do estilo de Zafón ou para quem quer pegar um bom romance e não largar até terminar, esses três livros são um prato cheio... O Príncipe da Névoa e As Luzes de Setembro combinam com o verão - já que se passam nas férias e no litoral - enquanto O Palácio da Meia Noite tem o diferencial de ter como pano de fundo a Índia - então, como não amar???

Falei de todos juntos porque acho que eles se completam... Suas narrativas e personagens são todas independentes e nada têm a ver uma com a outra, mas pra que ler um quando se pode ler os três??? Agora, se for para escolher, As Luzes de Setembro seria minha primeira opção... BOA LEITURA!!!


(Pézinho da Maria!!!)


11 de jul. de 2013

O Príncipe da Névoa

Ainda estou saboreando as últimas palavras de O Príncipe da Névoa... Sei lá, parece que quando terminamos a leitura de um livro como esse - que nos prende do início ao fim - ficamos até meio hipnotizados, perdidos na história, demorando a processar tudo... E é justamente nesse processo de compreensão, lembranças e conclusões que nos damos conta do que é realmente uma boa narrativa...

Sim, porque é isso o que as grandes narrativas fazem, elas nos envolvem... Bons autores escrevem como se estivessem se dirigindo a cada leitor em particular... Zafón é assim... Se  ele lançasse uma série de 50 romances, eu só sossegaria quando chegasse ao final do último...

O Príncipe da Névoa nos revela mais um pouco desse escritor e de seu jeito tão peculiar de contar mistérios e acontecimentos intensos e repletos de suspense... Foi uma boa maneira de eu recuperar minha boa forma nas leituras, hehe... Um prato de entrada que aumentou ainda mais minha fome de ler, de saber e conhecer novos mundos...

Venham para esse universo da literatura também...
Um lindo fim de semana a todos!!!!


4 de jul. de 2013

Nova leitura:

Buenas pessoal!!!!
Eis que apareço, finalmente de férias...
Embora as aulas tenham acabado, ando numa correria danada por conta de tantos outros afazeres que não param de aparecer... Mas decidi que já estava mais do que na hora de recomeçar minhas leituras - afinal de contas, por causa de toda essa correria, andava ansiosa e agitada... Aí pensei: o que mais pode me trazer calma e diminuir meu ritmo do que um belo livro??? Claro que sei que precisamos sim respirar, parar, olhar ao nosso redor, recarregar nossas energias, respirar de novo e recomeçar com calma... Sei sim... Mas, se eu puder fazer isso e ainda ler algo encantador melhor ainda né???

Bom, não vou começar pelos romances de grávida como comentei aqui... Resolvi escolher algo mais curto e de um autor que, tenho certeza, é um dos melhores para prender nossa atenção e nos envolver em suas narrativas: Zafón!!! E acho que minha escolha foi bem feliz porque só as palavras carinhosas do autor em sua nota de abertura do romance já me encantaram...  O Príncipe da Névoa foi o primeiro romance que ele publicou aos 26, 27 anos (em 1993), após apresentá-lo num concurso de literatura juvenil que ele ganhou... Até mais meu povo!!! 

"... Resolvi escrever um romance que eu teria gostado de ler quando tinha 13, 14 anos, mas que continuasse a me interessar também aos 23, 43 ou 83... A uns e outros, leitores jovens e jovens leitores, só me resta transmitir o agradecimento deste contador de histórias, que continua tentando merecer seu interesse, e desejar-lhes uma boa leitura..."


17 de jan. de 2013

Marina...

Gente, na terça-feira escrevi sobre o livro da vez e acabei esquecendo que ainda precisava falar sobre Marina, último romance do Zafón que li e antecedeu esse que estou lendo (e amando), Qual Seu Número...

Tá bom, eu sei que ultimamente andei falando bastante desse autor, sei mesmo, mas tentem entender meu povo, quando encontramos um contador de histórias como ele, partimos logo de encontro a todas as suas outras obras - pelo menos foi o que fiz, hehe... Pois bem, agora acabou, só vou ler Zafón quando ele lançar um novo trabalho (e parece que ele já está lançando um, eeeee...), já que era só o Marina que faltava - sniffff... 

Bom, talvez não seja justo dizer isso, mas Marina foi o livro do Zafón que menos gostei... Não que eu não tenha gostado, mas entre todos os que li, esse fica em último lugar... Por quê??? Porque achei-o triste demais e porque senti que a história acaba assim, sem mais nem menos e sem nos preparar para o seu final... A narrativa até segue a linha "Barcelona, mistério, casos obscuros, amores e tragédias", só que de uma maneira mais mórbida entendem??? 
Estava ansiosa para saber o desfecho da história e confesso que até quase os últimos capítulos não tinha idéia do que ia acontecer... Aliás, até pensei: será que em 189 páginas o autor vai conseguir chegar a um desfecho??? Pois é, ele conseguiu, mas fiquei com a sensação de que faltou alguma coisa... Sim, é bem essa a sensação, de falta, de vazio... Então, acho que quem quer mesmo conhecer Zafón não deve começar por esse livro, mas primeiro ler algum dos seus outros... Depois de conhecer suas outras obras, aí sim Marina vai cair bem, principalmente para compreendermos melhor o autor, bem como seu carinho por esse trabalho, que ele já ressalta logo na sua apresentação...

Um fim de semana cheio de paz, harmonia e felicidade!!!







27 de dez. de 2012

O Prisioneiro do Céu

Como podemos ler já nas primeiras páginas de O Prisioneiro do Céu, ele, O Jogo do Anjo e A Sombra do Vento "fazem parte de um ciclo de romances que se entrecruzam... Através de personagens e linhas dramáticas... Embora cada um deles ofereça uma história completa, independente, contida em si mesma..." 
Podemos ler os três livros na ordem que quisermos, apesar de eu ter lido na ordem em que foram lançados e ter achado que isso funcionou muito bem... Para quem já leu A Sombra do Vento, vai conseguir matar a saudade de personagens tão queridos, já para quem leu O Jogo do Anjo vai conseguir esclarecer algumas dúvidas ou aumentar ainda mais o número de perguntas em relação à narrativa... Para quem nunca leu Zafón, ler O Prisioneiro do Céu é uma boa maneira de conhecê-lo e ainda se interessar por seus outros trabalhos...
Aproveitem as férias e conheçam o autor e uma Barcelona perdida entre eventos históricos e traumáticos, personagens emocionantes (e à vezes assustadores), livros misteriosos e segredos obscuros que se escondem em meio a tudo isso... É satisfação garantida ou seu dinheiro de volta... Brincadeirinha, hehehe... Espero que gostem minha gente!!!


21 de dez. de 2012

O Jogo do Anjo

Finalmente voltei para esse meu universo querido da literatura... De semana passada pra cá me perdi entre as páginas de dois livros do Zafón... Dois??? Sim, terminei O Jogo do Anjo e já li O Prisioneiro do Céu - em um dia... Agora a pergunta é: como eu não nunca havia lido nenhum trabalho dele até uns meses atrás??? Senhorrrr, onde eu me encontrava???

A Sombra do Vento, romance sobre o qual já escrevi mais de uma vez aqui no blog, foi meu primeiro contato com Zafón e, olha, me faltam palavras para descrever suas obras... Num dos posts sobre A Sombra do Vento, citei (clique para ver) uma passagem da história que descrevia por si só meus sentimentos em relação à narrativa do autor... Hoje, quero dizer com minhas próprias palavras o que a leitura dele significou para mim...

É uma espécie de mistura de todos os ingredientes que tornam um romance inesquecível: suspense, amor, paixão pela literatura e algumas histórias por trás dela, diálogos inteligentes e às vezes engraçados, personagens complexos e mirabolantes, mistério... Ao ler Zafón, sinto que ele compreende muito bem a fantasia que precisa fazer parte de cada página para chamar o leitor, me sinto até um pouco criança de novo, abrindo as cortinas de um mundo espetacular e nebuloso... É maravilhoso!!!!

O Jogo do Anjo, entre os três trabalhos que li do autor, é sem dúvida o mais complexo... Tanto que, por diversas vezes, precisei retroceder algumas páginas para ver se tinha deixado escapar algum detalhe... Aliás, preciso urgente conversar com alguém que já o leu também para esclarecer dúvidas que ficaram - portanto comentem minha gente, à vontade!!! Diferente de A Sombra do Vento, me parece que o enredo não terminou muito bem esclarecido, o que nos deixa numa ansiedade imensa para já ler o próximo livro... E foi o que eu fiz, geralmente não termino um livro e já começo outro no mesmo dia, mas fiquei presa a ele e com aquela sensação que conhecemos tão bem que é a de não querer se despedir nem da história nem de seus personagens... Leiam e entenderão!!!
Um fim de semana maravilhoso, cheio de paz, esperança e amor...
E o Natal está chegando, HOHOHO...




15 de set. de 2011

O Silêncio da Chuva

Conheci o trabalho do autor do livro O Silêncio da Chuva na faculdade de Psicologia... Luiz Alfredo Garcia-Roza escrevia sobre Psicanálise – Psicanálise é a linha da Psicologia que mais amo, tanto que foi essa a teoria e técnica que estudei para atender na clínica. A obra dele que conheci, Freud e o Inconsciente, que todo mundo fala que é bem escrita e tranqüila de ler (já que às vezes têm alguns textos na Psicologia que parecem grego), pertencia a minha amiga Tharcilla e ela acabou deixando comigo por conta do meu interesse na teoria que ele descrevia... Já li muito sobre Psicanálise, sobre Freud, Lacan, mas do Garcia-Roza só tinha lido parte desse livro mesmo...
Mas enfim, indo direto ao ponto, quero dizer que, já sabendo que ele era um excelente escritor de Psicanálise, fiquei surpresa quando comprei um livro policial e vi que a autoria era dele. Na hora já pensei: “Hummm, deve ser bem escrito” – e era mesmo.

O Silêncio da Chuva foi o primeiro romance policial do Garcia-Roza e o primeiro desse gênero que eu li também... Sua história se passa no Rio de Janeiro, entre os bairros de Copacabana e Peixoto. O Bairro Peixoto é um bairro dentro de Copacabana e, segundo minha amiga, e moradora da Gávea, Tharcilla, é formado por uma comunidade bem tradicional... Um lugar charmoso e bairrista que lembra em muito o Rio de Janeiro de antigamente, um lugar onde as pessoas ainda mantêm cadernetas em padaria (informação da Tharci)... Seus moradores geralmente não vendem nem trocam seus imóveis e as famílias se conhecem e convivem há bastante tempo... Já serviu de cenário também para um romance do Nelson Motta e para a novela Senhora do Destino - era lá que morava a personagem da Renata Sorrah, a Nazaré lembram? Eu lembro...
O Silêncio da Chuva tem uma combinação de suspense e mistério... Juntamente com o protagonista da trama, o honesto e ético Delegado Espinosa, podemos soltar nossa imaginação e nossa racionalidade... Uma obra onde o autor se preocupou mais em retratar a “alma” do criminoso da história e as razões que o levaram para a delinqüência do que os crimes em si, esses que estamos acostumados a acompanhar nos jornais Brasil afora...
E, esse heróico personagem Espinosa deu tão certo que Garcia-Roza continuou a escrever sobre suas aventuras em outros livros que ainda quero ler: Achados e Perdidos, Vento Sudoeste, Perseguido, Uma Janela em Copacabana, Espinosa Sem Saída, Na Multidão e Céu de Origamis. Vamos conferir????

Sinopse: “Um executivo é encontrado morto ao volante do próprio carro, num edidício-garagem no centro do Rio. Levou um tiro, único e definitivo, mas não há outros sinais de violência: é um morto de indiscutível compostura. O que só atrapalha as coisas, nesse crime sem testemunhas e aparentemente sem pistas...”

Abaixo uma foto do Bairro Peixoto: