Mostrando postagens com marcador Mulheres. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mulheres. Mostrar todas as postagens

8 de mar. de 2012

Mulheres

Como não vir aqui escrever sobre a data de hoje???

Então - meninas, moçoilas, senhoras, senhoritas, MULHERES - como já dizia minha amada mãe: o dia da mulher e o dia das mães é todo dia!!! Pois é, ela tinha razão – e quando é que mãe não tem razão minha gente??? Começando pela tal história de levar o guarda-chuva porque vai chover, lembram??? hehe, eu bem me lembro... Todo dia, realmente é “o”dia, de comemorarmos o fato de pessoas tão especiais estarem sempre ao nosso lado, nos amando, nos criando, nos educando, nos protegendo, nos dando o seu melhor, ajudando a revelar o nosso melhor...

Acontece pessoal, que eu, essa pessoa que vos fala toda semana, acredita que o 08 de março, tem um algo a mais... E falo mais, pra mim, o 08 de março é uma data que tem como missão, não só CELEBRAR todas as conquistas de nós mulheres, seres tão iluminados, tão sensíveis e tão cheios de graça e vida... O Dia da Mulher também deveria ter como objetivo, indagar a respeito das questões mais complicadas e opressoras que o sexo feminino ainda enfrenta e vive... Questões relacionadas ao machismo, à violência doméstica, ao racismo, à desigualdade de direitos trabalhistas, à exploração sexual, entre outras coisas... Fatos que podem não fazer parte da sua realidade imediata ou da minha, mas que existem e fazem sofrer diversas mulheres. Que possamos pensar nisso também minha gente...

Pois é, mas eu vim aqui também, especialmente, para PARABENIZAR todas vocês pelo seu dia e dizer que somos todas nós que o tornamos tão importante... E quero também prestar minha HOMENAGEM a todas àquelas heroínas que tiveram de enfrentar e superar os mais diversos preconceitos, que precisaram estar a frente de seu tempo, para que hoje pudéssemos desfrutar de um dia tão mais justo e feminino... É isso aí garotas, FELIZ DIA DA MULHER!!! FELIZ TODO DIA!!! Felicidade é o que queremos o que merecemos e o que teremos, sempre, se Deus quiser...


20 de out. de 2011

Olá pessoas!!!!!
Hoje vou publicar um trecho de um texto do Arnaldo Jabor... Espero que ele possa nos descontrair e tornar a semana mais leve e divertida... Acho que não devemos nos cobrar tanto, o tempo todo e exigindo sempre a perfeição, afinal ninguém é perfeito, mas nem por isso menos interessante e especial. O importante é ser feliz minha gente, se amar e enxergar a parte cheia do copo (e não a vazia) e o colorido da vida...
BOA QUINTA MEU POVO!!!

 
Todo homem deve LER!!!

“É melhor ter uma mulher engraçada do que linda, que sempre te acompanha nas festas, adora uma cerveja, gosta de futebol, prefere andar de chinelo e vestidinho, ou então caça jeans desbotada e camiseta básica, faz academia quando dá, come carne, é simpática, não liga pra grana, só quer uma vida tranqüila e saudável, é desencanada e adora dar risada.
Doque ter uma mulher perfeitinha, que não curte nada, se veste feito um manequim de vitrine, nunca toma porre e só sabe contar até quinze, que é até onde chega a seqüência de bíceps e tríceps.
Legal mesmo é mulher de verdade. E daí se ela tem celulite? O senso de humor compensa.
Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira. Pode até ser meio mal educada quando você larga a cueca no meio da sala, mas e daí?
Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução. Mas ainda não criaram um remédio pra futlidade...”

7 de out. de 2011

Crônica - Fernanda Torres

Gente, procurando textos legais na internet, para contemplar meus leitores com algo leve, interessante e engraçado nessa sexta-feira, deparei-me com uma coluna da Fernanda Torres na página da Veja Rio. Foi nesse site também que encontrei um texto do Manoel Carlos que postei aqui no blog outro dia.
Essa crônica da Fernanda, sobre o tempo que nós mulheres temos que ter para dar conta de tudo, é muito legal. Aliás, não é uma questão só de tempo meus amigos, mas de paciência (muita), boa vontade e perseverança, hehe... Depois de lerem vocês vão entender sobre o que estou falando...
Outra coisa, graças aos comentários aqui no blog da Lia e da Taty, acabei decidindo ler o romance O Tempo Entre Costuras da María Dueñas, que ganhei da Vevé de aniversário. Depois venho falar mais sobre ele.
Então, um fim de semana maravilhoso pra todos vocês, cheio de luz, harmonia, paz e paciência (hehe)...

Crônica Tempo, tempo, tempo da Fernanda Torres:

Duas horas e quarenta minutos. No relógio. Foi quanto eu levei para completar a terceira sessão de depilação definitiva.
O dia não havia começado promissor.
Às 9 da matina daquela sexta-feira, eu já me encontrava sentada na cadeira da dentista. Acreditei que na segunda consulta concluiria a contenção da arcada inferior, algo que eu estava adiando havia mais de ano com a ajuda de um aparelho de dentes que eu esqueci no avião. Reagi com espanto à notícia de que o fio pré-moldado não se encaixava corretamente. Tentei negociar uma forma de me livrar de uma terceira visita ao 7º andar da Siqueira Campos, mas foi em vão.
Meu destempero deixou as duas doutoras discretamente boquiabertas. Como explicar que não sobra tempo? Que, fora o trabalho e a família, a idade aumenta a necessidade de rotinas de saúde e beleza, o que congestiona ainda mais a vida curta?
A dermatologista, eficientíssima, que se esmerou por duas horas e quarenta no comando do incinerador de pelos a laser, contou que, certa vez, receitou uma lista de cuidados para um senhor que sofria de uma coceira causada por ressecamento cutâneo. Ao ler o tratado, o paciente deu uma pausa e respondeu com mesura que, para executar o protocolo a contento, teria de acordar às 4 da matina, todos os dias, antes de ir trabalhar. “E isso é uma coisa que, vamos combinar, não vai acontecer.”
Quanto mais vivido o cidadão, mais revisões ele deve fazer. É difícil dar conta. Quando eu era jovem, tinha medo de ir mal na prova da escola. A maturidade me trouxe um receio ainda pior, o de ser reprovada no exame de sangue.
Embora frívolos, os cuidados cosméticos não ficam a dever em termos de obrigatoriedade.
É possível ser hippie até os 30 anos, depois complica. Se você é mulher, complica muito. Os cabelos brancos são um divisor de águas, o momento decisivo de se tornar, ou não, uma mulher bem tratada. Para sê-lo, saiba que uma boa parte da sua passagem na Terra será gasta com cutículas e raízes aparentes.
Sempre fugi de salão de beleza. Fico exasperada com o tempo gasto em cortar, pintar, fazer unha, escova… Talvez por executar esse ritual constantemente na minha profissão eu tenha desenvolvido essa aversão quando estou à paisana, mas desconfio que não agüentaria mesmo se fosse veterinária ou cozinheira.
Fora o tédio, a aplicação da tintura provoca queda na autoestima. É um terrível efeito colateral.  Nenhuma mulher deveria ser vista com o cabelo empastelado de amônia, perfume e pigmento, é feiís­simo. Para dar resultado, fica-se uma boa hora diante do espelho nesse estado monstruoso e exalando um cheiro meio bom, meio ruim. É um exercício de desapego digno de um monge budista. Igualmente humilhantes são as sessões depilatórias.
No fim da interminável recauchutagem, a sensação de égua tratada realmente não tem preço, mas o custo em segundos é incalculável.
Quando optei por não me deixar largar, criei a ilusão de que conseguiria ocupar as tardes nos salões de maneira produtiva. Carreguei computador e livros e me instalei na bancada. Pra quê?
Não conheço cristão que resista à tara por revistas de moda e fofoca no cabeleireiro. É a literatura ideal, não tem outra. Curiosamente, em ambientes menos fúteis, como as antessalas dos especialistas em medicina, também impera esse tipo de publicação. É corpo são e mente em compasso de espera.
Talvez por ter me exasperado mais do que queria na dentista, enfrentei sem muxoxo as duas horas e quarenta de gelo, ar refrigerado e agulhadas lancinantes poros adentro. A promessa de me livrar da intimidade excessiva com moças que eu mal conheço, munidas de cera quente, me segurou na maca.
Sigo resignada. Não tem jeito. É daí para pior. Otimizar é a palavra de ordem.
Juntei o check-up do ginecologista com o do clínico geral. É tanto teste que eu nem sei quanto tempo vão demorar para me virar do avesso. Faço uma escova razoável em mim mesma e já não queimo o pescoço quando piloto o baby liss.
Eu me esmero na tentativa de executar breves paradas no boxe, seguidas de uma longa corrida.

22 de jul. de 2011

Martha Medeiros

Jornalista e escritora. Gaúcha, de Porto Alegre, escreve para o Jornal Zero Hora, do Rio Grande do Sul e O Globo, do Rio de Janeiro. Quem ainda não ouviu falar dela, com certeza já deve ter visto o filme ou algum episódio do seriado Divã, baseado no livro de mesmo nome escrito por ela. Além de Divã, Martha escreveu outros vários livros: De Cara Lavada, Trem Bala, Coisas da Vida, Fora de Mim, Doidas e Santas, Feliz por Nada, entre outros. Ela escreve poesias, romances, crônicas... Eu gosto especialmente dos livros de crônicas, que geralmente são uma coletânea das melhores que ela já escreveu em suas colunas nos jornais. Essas crônicas falam de amor, felicidade, mulheres, saudade, amigos, sofrimentos, trabalho... Temas que fazem parte da vida e são apresentados por ela de uma maneira realista, sem rodeios, simples e muitas vezes engraçada. Sempre há algum texto com o qual a gente se identifica. Hoje, ao invés de falar sobre um livro em especial, vou colocar aqui no blog um texto da Martha Medeiros. Espero que vocês gostem... Esse texto é para todos os mulherões que conheço, e olha que são muitas... BOA SEXTA-FEIRA MEU POVO!!!


O MULHERÃO


Peça para um homem descrever um mulherão. Ele imediatamente vai falar do tamanho dos seios, na medida da cintura, no volume dos lábios, nas pernas, bumbum e cor dos olhos. Ou vai dizer que mulherão tem que ser loira, 1.80m, siliconada, sorriso colgate. Mulherões, dentro deste conceito, não existem muitas: Vera Fischer, Leticia Spiller, Malu Mader, Adriane Galisteu, Lumas e Brunas. Agora pergunte para uma mulher o que ela considera um mulherão e você vai descobrir que tem uma a cada esquina.
Mulherão é aquela que pega dois ônibus por dia para ir ao trabalho e mais dois para voltar, e quando chega em casa encontra um tanque lotado de roupa e uma família morta de fome.
Mulherão é aquela que vai de madrugada para a fila garantir matrícula na escola e aquela aposentada que passa horas em pé na fila do banco para buscar uma pensão de 100 Reais.
Mulherão é a empresária que administra dezenas de funcionários de segunda a sexta, e uma família todos os dias da semana.
Mulherão é quem volta do supermercado segurando várias sacolas depois de ter pesquisado preços e feito malabarismo com o orçamento.
Mulherão é aquela que se depila, que passa cremes, que se maquia, que faz dieta, que malha, que usa salto alto, meia-calça, ajeita o cabelo e se perfuma, mesmo sem nenhum convite para ser capa de revista.
Mulherão é quem leva os filhos na escola, busca os filhos na escola, leva os filhos para a natação, busca os filhos na natação, leva os filhos para a cama, conta histórias, dá um beijo e apaga a luz.
Mulherão é aquela mãe de adolescente que não dorme enquanto ele não chega, e que de manhã bem cedo já está de pé, esquentando o leite.
Mulherão é quem leciona em troca de um salário mínimo, é quem faz serviços voluntários, é quem colhe uva, é quem opera pacientes, é quem lava roupa pra fora, é quem bota a mesa, cozinha o feijão e à tarde trabalha atrás de um balcão.
Mulherão é quem cria filhos sozinha, quem dá expediente de oito horas e enfrenta menopausa, TPM, menstruação.
Mulherão é quem arruma os armários, coloca flores nos vasos, fecha a cortina para o sol não desbotar os móveis, mantém a geladeira cheia e os cinzeiros vazios.
Mulherão é quem sabe onde cada coisa está, o que cada filho sente e qual o melhor remédio pra azia.


LUMAS, BRUNAS, CARLAS, LUANAS E SHEILAS: Mulheres nota dez no quesito lindas de morrer, mas MULHERÃO É QUEM MATA UM LEÃO POR DIA.