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6 de mar. de 2012

O Discurso do Rei


Olááá minha gente!!! Um início de semana MARAVILHOSO pra todos vocês!!! Que tal começarmos a semana tentando realizar nossos afazeres com toda a paciência e dedicação, vivendo nosso dia a dia com muita calma e determinação – permitindo-nos aproveitar também os momentos de descanso e relaxamento - possibilitando assim, uma semana mais leve e feliz, mais cheia de harmonia??? Vamos lá???

Então, ontem assisti O Discurso do Rei e, antes mesmo do filme terminar, já tinha certeza de que era sobre ele que eu falaria hoje... O Discurso do Rei é simplesmente excelente!!! O roteiro, a fotografia, o figurino, a direção, os atores, enfim, todos os detalhes são impecáveis... E, apesar de ter levado um bom tempo para assisti-lo, desde sua indicação ao Oscar no ano passado, só pude chegar a conclusão de que o prêmio de melhor ator foi merecidamente entregue nas mãos de Colin Firth.


Colin Firth é um ator britânico que eu conheci através do filme O Diário de Bridget Jones (inspirado no romance de mesmo nome, como muita gente já deve saber, e considerado um clássicos da “literatura mulherzinha”), mas ele ganhou fama foi através da série de televisão Orgulho e Preconceito (baseada na obra de nossa maravilhosa escritora Jane Austen), na qual interpretava o charmoso personagem Mr. Darcy. O ator também já havia sido indicado ao Oscar por sua atuação em A Single Man - no Brasil, Direito de Amar - filme dirigido pelo estilista Tom Ford (e que também quero muito assistir).

Em O Discurso do Rei, conhecemos mais do que a história do Rei George VI (pai da Rainha Elizabeth II), seu nervosismo, sua gagueira e sua ascensão ao trono da Inglaterra. Pra mim, o que chamou a atenção no filme foi a maneira que questões como superação e amizade foram retratadas. A superação não só de uma gagueira, mas de toda uma gama de acontecimentos por trás dela, como uma infância cheia de ansiedade e a superação de um adulto nervoso e inseguro, com lembranças a rever e enfrentar, mas que ainda assim descobriu a coragem de tentar e mudar. A amizade entre um membro da Monarquia, com toda a sua pompa e decoro e um terapeuta inteligente, engraçado e determinado. Uma amizade incomum, mas verdadeira...

Olha minha gente, uma boa história, com um conteúdo (bem) psicológico a ser avaliado por quem quiser (que tal Psicólogas???) e ambientado na charmosa Inglaterra, lugar que ainda conhecerei numa viagem que vai se dar para além das páginas dos livros, acompanhada pelo meu maridão... Estou esperando hein Davi??? Hehe... Até mais “gentem”...





20 de set. de 2011

Mais uma Biografia

Como faz tempo que não escrevo sobre uma biografia, resolvi fazê-lo hoje... Tanto que o texto de hoje será sobre a maravilhosa obra: Eu, Malika Oufkir Prisioneira do Rei.
Aliás, foi ela a grande responsável por me fazer começar a gostar de biografias.
Extremamente bem escrito e contado em primeira pessoa pela própria Malika, esta obra conseguiu captar cada emoção e sofrimento dessa bela marroquina e sua família, durante todo o período, 20 anos, em que foram prisioneiros do rei Hassan II.
Com uma narrativa intensa e emocionante, este livro tornou-se pra mim uma das obras-primas das biografias... Um relato de força e esperança... Um drama real vivido por pessoas de carne, osso e alma e que durante muito tempo esteve esquecido... Uma história que prende completamente a atenção do leitor... E, embora possa haver no mundo muitas outras histórias comoventes que deveriam ser contadas, de pessoas que sofrem, assoladas por tragédias desde pequenas, e embora também o pai de Malika não fosse nenhum santo, esse relato dela não deixa de ser importante... Afinal não se trata de um relato político, mas da emocionante luta de uma família pela vida... E é exatamente essa luta, esse não desistir, essa força, esse sentimento de amor e comprometimento entre mãe, filhos e irmãos que mereceu ser contada de forma tão detalhada e verdadeira...

Sinopse: “Criada pelo rei Mohammed V e por seu filho Hassan II, do Marrocos, até os dezoito anos Malika levou uma vida de princesa. Viveu em palácios, recebeu educação refinada, com preceptoras européias, e circulava pelo mundo em jatos executivos. Aproximou-se de artistas de cinema, reis, príncipes e chefes de Estado. Flertou com Alain Delon – cuja corte ela recusou por considerá-lo “muito velho”. Vestia-se nos melhores costureiros de Paris e seu baile de debutantes atraiu colunistas sociais de toda a Europa.
Seu pai, o general Mohamed Oufkir, chefe do Exército e da polícia secreta marroquina, era o homem mais poderoso do país depois do rei. Acusado de praticar monstruosidades contra os opositores da Hassan II, ele fora condenado à prisão perpétua na França, à revelia, no final dos anos 60, por ter mandado seqüestrar e matar o líder oposicionista Bem Barka.
Em agosto de 1972 Oufkir tenta derrubar o rei por meio de um golpe de Estado. O conto de fadas de Malika começa a virar pesadelo. O general, pai dela, é morto dentro do palácio real e dado como suicida. A viúva e seus seis filhos – o mais novo com apenas dois anos de idade – são levados para uma masmorra nos confins do Saara, onde passam vinte anos presos. Sem processo, sem julgamento, sem condenação, sem nada. Uma prisão perpétua disfarçada, que só é interrompida quando a família empreende uma cinematográfica fuga pelo deserto.
O leitor mais vigoroso sempre poderá dizer que, pelo silêncio, Malika absolve o pai dos crimes que ele cometeu durante o reinado de Hassan II. É verdade. Mas este não é um livro de política. É o relato de uma tragédia que passou todo esse tempo inexplicavelmente coberta pelo pó do esquecimento.”

Abaixo, uma foto mais atual de Malika: