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19 de ago. de 2015

Um Romance Russo




Oiiii meus amigos!!!

Voltei!!! Dessa vez ainda não sei se em definitivo - colocaria agora aquela carinha de emotion vermelhinha, de vergonha, hehe!!!

Mas voltei... E, nesse tempo que passou, para cada livro que lia eu escrevia um texto pelo menos mentalmente, eu pensava nas palavras chaves que melhor o definiriam, eu tentava falar com alguém sobre a história... Mas no fim era aqui que eu precisava vir!!! Aqui é o espaço onde consigo expressar o que a literatura significa pra mim, o que ela desperta e possibilita... Sim porque a literatura faz isso com a gente, ela abre novos mundos, elas nos leva a viajar, tirar os pés do chão e deixar a imaginação vagar pelos mais remotos confins desse mundão de meu Deus!!! Então como deixar isso passar???

Vou re-começar por esse livro aí de cima então, Um Romance Russo, não só porque terminei-o hoje, mas porque ele me trouxe muito de volta essa necessidade de escrever sobre ler...

Um Romance Russo: Francês, denso, inteligente (as três primeiras palavras que me vieram à cabeça quando li o último parágrafo), sincero, extremamente bem escrito e um pouco triste e frio também... Emmanuel Carrère escreveu-o para falar sobre si mesmo, para tentar se descobrir e se redimir em meio a sua história... Acho que conseguiu!!! Ou talvez tenha se sentido bem em tentar...

Comprei o livro num sebo, imaginando que ele era mais antigo (mas é de 2007) e impulsionada por essa minha paixão por romance russo, ou melhor dizendo, por histórias que envolvem a Rússia. Ele fala sobre a Rússia sim (embora não seja como eu esperava), mas é um romance biográfico de um escritor que é francês, ou seja, uma mistura de coisas interessantes e que tinham tudo pra dar certo, e deram!!!
Até mais!!!

Ps 1: Fiquei muito feliz em saber que as pessoas continuam vindo ao blog e encontrando livros pelos quais se interessam... Isso também é um grande incentivo!!!

Ps 2: Abraço especial para Fernanda, Cris, Cláudia, Lora e Sílvia... Espero que não tenham desistido de mim!!! 


20 de mai. de 2014

Jardim de Inverno




Ontem à noite, antes de dormir, estava pensando sobre o post de hoje... Elaborei algumas coisas na cabeça e, mesmo não lembrando de tudo (sniffff.), vou tentar... Eu e Maria vamos tentar, já que ela está aqui no meu colo, batendo com as mãozinhas na mesa onde está o computador, hehe...

Então, continuando, ontem eu estava pensando em como os meus textos são mais curtos quando se tratam de livros que foram especiais pra mim... É como se em poucas palavras eu conseguisse traduzir meus sentimentos em relação à história, entendem??? De uma forma simples e direta... Aconteceu isso com O Castelo de Vidro, Miss Brontë, O Palácio de Inverno - apenas para citar alguns...

Não que os posts maiores não se refiram a bons romances, não mesmo... Mas é que quando um livro entra para minha lista de favoritos, talvez faltem palavras para descrevê-lo - ou talvez alguns poucos e intensos adjetivos consigam dar conta disso... Como por exemplo: MARAVILHOSO!!! Ou, UM DOS LIVROS MAIS LINDOS QUE JÁ LI!!! Nessa última frase acho que me faço entender bem... Vocês concordam??? Pois é, maravilhoso e um dos livros mais lindos que já li são duas das coisas que quero falar sobre Jardim de Inverno... Ele me fez descobrir mais algumas coisas sobre minhas leituras: 

- Adoro histórias que têm como cenário a Rússia;
- Gosto quando um livro fala algo sobre a segunda guerra;
- E, acho muito importante que uma boa narrativa tenha sensibilidade, comoção, riqueza de detalhes e amor. Mas aí eu me pergunto, essa última parte, quem não acha importante???

Por isso minha gente, Jardim de Inverno é um livro para entrar não só na lista de favoritos, mas de leituras importantes durante a vida... Se tiverem a chance leiam, será inesquecível!!!

OBS: E o texto ficou grande - só pra eu me contrariar - hehehe...

26 de mar. de 2012

O Palácio de Inverno



Estava louca para vir escrever sobre esse romance muitos antes de tê-lo terminado... Mas esperei, esperei até chegar à última página dele, à última palavra... E agora aqui estou, sem palavras, ou pelo menos, sem encontrar aquelas que darão conta de expressar o que li e senti, que é quase indescritível...

O Palácio de Inverno é um daqueles livros cuja história continua na nossa cabeça mesmo ao fim de sua leitura (na minha está até agora)... Seus personagens são tão fortes, tão vivos, que somos capazes de nos sensibilizar com todas as suas emoções, sentindo suas angústias e tristezas, revivendo suas lembranças, pensando em seus destinos, testemunhando seu amor... É como se eu os conhecesse... Tanto que, antes mesmo dos parágrafos finais, eu já havia começado a chorar... E chorei por um bom tempo...

O protagonista do livro, Geórgui Jachmenev, é fictício (e maravilhoso), mas alguns personagens e acontecimentos históricos são bem reais: o último Czar da Rússia - Nicolau II, Rasputin, Winston Churchill, a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, a Revolução Bolchevique... Jachmenev não só presencia esses eventos como convive em meio a essas figuras reais, o que torna tudo ainda mais interessante...

Uma história de amor que, em meio a muitas perdas, aos horrores da guerra, a lembranças e segredos que precisavam ser esquecidos, conseguiu se manter com toda a sua intensidade e encanto, tornando-se cada vez mais forte e inesquecível!!!

“...Numa narrativa fascinante, em que presente e passado vão convergindo em capítulos alternados, da Inglaterra dos anos Thatcher para a época dos czares russos, e dos anos difíceis da Segunda Guerra Mundial para o turbilhão da Revolução Bolchevique, acompanhamos Geórgui em meio a acontecimentos históricos decisivos que acabam por se revelar mero pano de fundo para uma história de amor que esconde um grande mistério, talvez maior mesmo que a própria história...”

Um dos melhores livros que li na minha vida... Quando me perguntarem, aliás, ele vai ser sempre citado como um dos meus preferidos, sem pensar duas vezes... Leiam minha gente, do fundo do meu coração: LEIAM!!! Porque é simplesmente uma história muito especial!!! Boa semana a todos vocês, muito amor e muita luz!!!

24 de nov. de 2011

Cidade de Ladrões

Meu Deus!!! Acabei nesse exato momento de ler Cidade de Ladrões... E, vou começar meu texto dizendo apenas o seguinte: felizmente existem livros que por acaso, indicação, sorte, oportunidade ou qualquer outro motivo, cruzam nosso caminho... Livros que no final (às vezes nem só no final) nos fazem pensar: ainda bem que li essa história, que conheci esse autor!!! Obras que por vezes nos deixam até meio que boquiabertos ou com lágrimas nos olhos...
Sinceramente não sei se Cidade de Ladrões agradará a todos os leitores, não sei mesmo... A história tem um pouco de violência e insensibilidade em alguns momentos, narrando uma parte muito fria da Segunda Guerra Mundial, uma parte que nos faz inclusive pensar sobre aonde os seres humanos são capazes de chegar... Mas, mesmo em meio a tanta dureza, essa obra é muito menos triste do que algumas outras que conheço e, o que chama atenção nela, não é a tristeza nem a descrição crua de alguns fatos, não não... O que eu acho é que, mesmo em meio ao tumulto de uma guerra, o autor conseguiu inserir e manter em sua narrativa a esperança, o espírito de amizade, coragem e sobrevivência... Ingredientes que dão intensidade e emoção a esse romance... Romance esse que, pelo menos pra mim, poderia ter ido para aquela lista da Revista Bravo que selecionava os melhores romances estrangeiros da década, lista esta que inclusive citava o livro Neve, sobre o qual já falei aqui.
Gente, simplesmente um livro que para mim é imperdível e como disse Khaled Hosseini (autor de O Caçador de Pipas) “É EMOCIONANTE, ILUMINADOR, IMPACTANTE” (assim mesmo, em letras garrafais). Pra quem gosta de um romance completo, esse é sem dúvida um prato cheio!!!!! MARAVILHOSO!!!



Sinopse: Convidado para escrever um ensaio autobiográfico, um jovem escritor decide trocar o relato de sua própria vida, “intensamente maçante”, pela história do avô, que combateu os alemães durante o cerco a Leningrado, na Segunda Guerra Mundial. Relutante, o avô aceita contar, pela primeira vez, o que ocorreu naqueles dias: uma odisséia de dois jovens determinados a sobreviver a todo custo, em meio ao frio, à fome, à loucura dos oficiais russos e ao perigo iminente do exército alemão.
Lev Beniov é um jovem tímido e solitário. Preso pelos russos por desrespeitar o toque de recolher, acaba dividindo a cela com Kolya, um rapaz carismático, acusado de abandonar a frente de batalha. Para que não sejam executados, os dois recebem de um coronel uma missão aparentemente impossível: encontrar, na cidade gelada e sem alimentos, uma dúzia de ovos para que a filha do oficial tenha um bolo de casamento decente.
Esse é o início de uma jornada às mais perigosas zonas de guerra – povoadas por canibais, prostitutas, crianças esfomeadas e implacáveis nazistas -, mas que os leva a conhecer o valor da verdadeira amizade e, no caso de Lev, à descoberta do primeiro amor.