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4 de nov. de 2011

A Montanha e o Rio

Esse foi, sem sombra de dúvida, um dos melhores livros que já li na vida... Tanto que, certo tempo depois de terminar a leitura, comecei a procurar pelo livro cismando que ele era meu, por que, afinal de contas, como fui capaz de não comprar pra mim uma obra como essa??? Pois é minha gente, não sei, o que eu sei é que li emprestado de alguém e fiquei com a cara no chão quando me dei conta de que, mesmo procurando pelo livro, não ia encontrá-lo nunca, já que, definitivamente, o exemplar não era meu... Coisa de gente meio “locka” ou sem noção, sei lá, hehehe...

Mas voltando ao romance: A Montanha e o Rio foi o primeiro romance escrito por Da Chen, autor chinês radicado nos Estados Unidos, que até então era conhecido por escrever memórias... E, posso garantir que, ele foi muito feliz nessa escolha, porque esse trabalho realmente ficou maravilhoso, bem escrito, com uma história bem amarrada do início ao fim, mesclando fortes emoções a fatos históricos decisivos... Tanto que foi considerado um dos melhores livros do ano (em 2006) nos Estados Unidos.
A Montanha e o Rio é uma narrativa densa, forte, cujos momentos e os sentimentos vividos por seus personagens, conseguem infiltrar-se em nossa leitura e absorver completamente nossa atenção, envolvendo-nos numa saga familiar que envolve dois lados bem distintos: o amor e o ódio...

Um livro para a gente ler e amar, independente do gosto literário... Uma obra com todos os ingredientes necessários a uma boa e inesquecível história... Simplesmente maravilhoso, como só os romances orientais sabem ser!!!
Bom fim de semana minha gente... Aproveitem para descansar e viver seus 15 minutinhos de bem estar (instruções aqui)... Cada um fica então com a seguinte missão: relaxar, ler e ser feliz!!!

Sinopse: “No auge da Revolução Cultural chinesa, Ding Long, um jovem e poderoso general, gera dois filhos. Um deles, legítimo. O outro, nascido de uma jovem camponesa que se atira do alto de uma montanha poucos minutos depois do parto. Tan cresce em Beijing, cercado de luxo, carinho e conforto, ao passo que Shento é criado por um velho curandeiro e sua esposa, até que a morte do casal o leva a um orfanato onde passa a viver sozinho, assustado e faminto. Separados pela distância e pelas condições de vida, Tan e Shento são dois estranhos, que crescem ignorando a existência um do outro. A Montanha e o Rio narra a saga de dois irmãos que trilham caminhos distintos, mas cujas vidas se encontram quando se mesclam inevitavelmente aos acontecimentos que marcam a história política e social da China no final do século XX. Numa trama repleta de conspiração, mistério e paixão. Tan e Shento se tornam inimigos ferozes tanto no campo político quanto no pessoal, pois, por um capricho do destino, se apaixonam pela mesma mulher, o que contribui para acirrar ainda mais o ódio que sentem um pelo outro... Uma narrativa com traços de romance histórico e perpassada pelas milenares tradições do Oriente e suas relações com o mundo Ocidental.” 

26 de ago. de 2011

A Boa Terra

Olha, um dos textos mais lidos aqui no blog, foi um que escrevi sobre os livros marcantes que conhecemos ao longo de nossas leituras e que são capazes de despertar toda nossa sensibilidade... Na ocasião falei ainda sobre A Menina que Roubava Livros, que, aliás, representa muito bem esse tipo de leitura e sentimento...
A obra da qual vou lhes falar hoje é um exemplo claro de, como muitos romances, por serem tão bem escritos e por terem tanta força e estilo, tornam-se atemporais... Ultrapassando os anos, as décadas e épocas que eles descrevem... Transformando-se em verdadeiras relíquias em forma de papel, clássicos da literatura mundial... A Boa Terra, escrito por Pearl S. Buck com certeza é um desses clássicos.

Pearl S. Buck nasceu em 1892 nos Estados Unidos, mas também viveu parte de sua vida na China. Já ganhou o Prêmio Pulitzer (prêmio americano concedido a trabalhos de excelência na área de jornalismo, literatura e música) e o Prêmio Nobel de Literatura. Faleceu em 1973, aos 80 anos. A Boa Terra foi o segundo romance escrito por ela. Lançado em 1931, já no seu primeiro ano de lançamento vendeu quase 2 milhões de exemplares e foi um dos grandes responsáveis pelos prêmios concedidos à autora.
Encontrei este livro num Sebo que costumo freqüentar, com uma edição atualizada de 2007. E, a história que ele conta está até hoje na minha cabeça, aliás, mesmo quando terminei de lê-lo, fiquei pensando na vida e no destino dos personagens durante muito tempo. Depois, buscando mais informações sobre Pearl S. Buck e suas obras, descobri que o romance A Boa Terra tem uma continuação e junto com outros dois livros forma a trilogia: A Boa Terra, Os Filhos de Wang Lung e A Casa Dividida. Infelizmente, essas duas últimas narrativas, não encontrei nem em sebos e nem em livrarias... Caso alguém tenha algum deles ou tenha visto em algum lugar me avise sim??? Ficarei agradecida pessoal!!!
Acho que a edição de 2007 (que eu li) deve ser a mais recente desse livro. Mas existem outras edições mais antigas, com outras capas inclusive, que vocês podem encontrar entre coleções da família, sebos, livrarias ou bibliotecas...

Sobre a obra: A Boa Terra é um livro forte, intenso, carregado dos sentimentos e emoções de seus personagens. Uma história que conta a saga de uma família, com os dramas, conquistas, perdas e lutas que norteiam sua vida... Uma obra carregada da beleza e da realidade do povo chinês do início do século XX (senão representar também parte do povo do interior rural da China ainda hoje).
“Um clássico que retrata a vida na China numa época em que grandes mudanças políticas e sociais transformaram um país agrário em uma potência mundial. Com muito trabalho e perseverança, o chinês Wang Lung passa da condição de humilde camponês à de latifundiário. Para ele, as terras que possui são mais sagradas do que sua mulher e filhos, e até mesmo do que os deuses. Mas as mesmas terras que lhe dão sustento e riqueza também sofrem as ações de enchentes, secas, pestes e revoluções... A Boa Terra traça o ciclo da vida – os horrores, as paixões, as ambições desmedidas e as recompensas – desse camponês e de sua família.”

Gente, uma história extraordinária e que pode nos mostrar a dura luta de agricultores e suas famílias, em todo mundo, em busca de sustento, paz e felicidade...



   

6 de ago. de 2011

A DANÇA NOS ROMANCES - DICA 02

Essa postagem poderia começar com a seguinte frase: um dos livros mais lindos que já li... Mas são muitos os livros que amei, logo, não posso começar um monte de textos com a mesma frase né??? hehe...
Esse romance, sobre o qual vou comentar, é simplesmente MARAVILHOSO (assim mesmo, com letras garrafais). E posso falar mais uma coisa pra vocês: os romances orientais (como este) são contados de uma forma muito, mais muito especial. São narrativas cheias de sensibilidade, emoção e superação. Repletas de detalhes que as fazem únicas e apaixonantes.
Diferente da obra que falei anteriormente (Dança dos Sonhos), este não se trata de uma história fictícia. Adeus, China – 0 Último Bailarino de Mao “é o relato verdadeiro e extraordinário da vida de um garoto...”
É uma narrativa sobre a trajetória do bailarino Li Cunxin em busca de seu sonho. “Uma história de coragem e determinação” que se inicia num vilarejo pobre no nordeste da China, onde ele nasceu. Uma história que tem como parte do cenário a China de Mao (um dos maiores líderes comunistas do mundo que governou o país durante anos), a cultura oriental e o perfil da dança, tanto no Oriente quanto no Ocidente. Uma obra que descreve com delicadeza e sensibilidade todo o caminho de Li Cunxin até a conquista de seu sonho, tornando-se bailarino e participando das maiores companhias de balé do mundo.
Esse livro vai envolver não só quem já dançou ou sempre gostou e admirou a dança... Ele vai conquistar pessoas que admiram belas histórias de vida... Simplesmente lindo!!!