22 de set de 2011

O DOM

Ultimamente, todo romance que eu leio, e que tem crianças na história, toca meu coração... Sabe, fico com aquela criança na cabeça... Com Questões do Coração, livro do qual já falei aqui, fiquei um tempão pensando no garotinho Charlie, no quanto ele era inteligente e meigo, no quanto ele entendeu e soube lidar com tudo o que aconteceu... Pois é, talvez já seja o instinto materno vindo, hehe... Mas acho que acima de tudo é nossa sensibilidade... Não tem como lermos uma história com crianças e não nos sentirmos sensibilizados e tocados por elas... E é por conta disso que hoje resolvi falar sobre esse livro: O Dom.
Encontrei-o no sebo que costumo freqüentar (Paixão de Ler, ao lado do Colégio Energia em Tubarão)... Estava atrás de algum romance bom de ler (como se alguém fosse ler algo que de antemão já sabe que não é bom né??? Eia, hehe)...
O Dom foi escrito pela indiana Nikita Lalwani, o que já me interessou visto meu interesse na cultura, no povo e nos livros indianos... Mas a narrativa dele não se passa na Índia não... Foi também o primeiro romance de Nikita e já foi indicado ao prêmio Man Booker Prize de melhor ficção em 2007.
O Dom conta a história de Rumika Vasi, uma menina com um talento imenso para a matemática... Mas Rumi quer saber muito além de matemática... Ela quer descobrir os sentimentos, quer ser compreendida, quer não se sentir sozinha, quer entender o por que de seus pais quererem a toda custo “conquistar” o lugar onde já vivem há algum tempo, o Reino Unido... Rumi quer ser reconhecida por sua capacidade intelectual, mas quer que seus sonhos e anseios também sejam reconhecidos...
Um livro muito bem escrito, doce, singelo, sensível... Uma história que consegue nos tocar e fazer-nos pensar na complexidade da cultura, dos sentimentos e do próprio amadurecimento... Gente, fica a dica!!!!
Abaixo um trechinho do livro:

“- O que você estava fazendo?
- Dando um telefonema.
- O quê? Para quem?
- Para a emergência.
- Por que você fez isso?
- Eu só queria... falar com alguém... Eu estava me sentindo sozinha papai...”

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